“Quero inventar uma linguagem a partir do uso de objetos não convencionais para as narrativas de pintura, criar revelações.”
Lu Ferreira, artista plástico nascido e criado no Conjunto Muribeca, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, reside na cidade alta de Olinda (PE) há três anos, onde tem prática de ateliê.
Estuda a natureza abstrata a partir de métodos de pintura, desenho livre, colagem e artes performáticas. A técnica de lavagem, que consiste em encharcar os quadros de água até que as camadas de tinta fiquem translúcidas, é uma das principais ferramentas de pesquisa e autoria.
Além da lavagem, o artista rompe com as metodologias clássicas na escolha de materiais. Em suas obras, objetos cotidianos, como buchas, escovas de dentes e vassouras, são ressignificados para expandir a linguagem de cada peça, adicionando, assim, uma nova dimensão ao objeto e trazendo-o para o centro do processo.
Ao desconstruir a narrativa dos materiais convencionais da pintura, Lu Ferreira trabalha na iminência do erro ao sobrepor linguagens consideradas antitécnicas, tomando como horizonte criativo apenas o ato e a consequência da ação.
Atualmente, ele desenvolve, simultaneamente, duas pesquisas: a série “Manifesto minimalista do sujeito oculto”, sobre o apagamento de corpos negros, e o estudo sobre a historiografia da cidade de Olinda, com a criação de instalações artísticas no espaço público, em diálogo com o urbanismo.
Em junho de 2024, realizou a primeira exposição individual na galeria M+B Gallery, em Los Angeles, com a instalação “Mutações e Transmutações”, onde reuniu fragmentos das séries Células e pinturas livres.
Em 2023, participou da residência da Domo Damo (SP), dedicando-se às série Células, um estudo que desenvolve desde 2011, Pinturas de Afirmação e Percalços de Olinda como estudos recentes. Integrou a _ArT_PE (Feira de Arte Contemporânea de Pernambuco) em 2022 e, em 2023, na primeira edição, apresentou a obra da série “O olhar procura a ordem”, representada pela Veneza Teimosa, com curadoria de Aslan Cabral. Na segunda edição, foi representado pelo Coletivo Escadaria, com a pintura “Foram as mãos negras que ergueram a cruz sobre a cidade alta”, na exposição “Resíduos de Escadaria”, com curadoria de Ana Gabris.
“I want to invent a language through the use of unconventional objects for painting narratives, creating revelations.”

Lu Ferreira, a visual artist born and raised in Conjunto Muribeca, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, has lived in the high city of Olinda (PE) for three years, where he has a studio practice.
He studies abstract nature through painting methods, free drawing, collage, and performance art. One of his main research and authorship tools is the washing technique, which involves soaking canvases in water until the layers of paint become translucent.
In addition to washing, the artist breaks away from classical methodologies in his choice of materials. In his works, everyday objects such as sponges, toothbrushes, and brooms are recontextualized to expand the language of each piece, adding a new dimension to the object and bringing it to the center of the process.
By deconstructing the narrative of conventional painting materials, Lu Ferreira works on the edge of error by layering what are considered antitechnical languages, using only the act and the consequences of the action as his creative horizon.
Currently, he is simultaneously developing two research projects: the series “Minimalist Manifesto of the Hidden Subject,” which addresses the erasure of Black bodies, and a study on the historiography of the city of Olinda, creating public art installations in dialogue with urbanism.
In June 2024, he held his first solo exhibition at M+B Gallery in Los Angeles, featuring the installation “Mutations and Transmutations,” where he gathered fragments from the Células series and free paintings.
In 2023, he participated in the Domo Damo residency (SP), focusing on the Células series, which he has been developing since 2011, along with recent studies titled Affirmation Paintings and Setbacks of Olinda. He took part in _ArT_PE (Contemporary Art Fair of Pernambuco) in 2022 and, in 2023, at its first edition, presented work from the series “The Gaze Seeks Order,” represented by Veneza Teimosa, curated by Aslan Cabral. In the second edition, he was represented by Coletivo Escadaria, showcasing the painting “It Was the Black Hands That Raised the Cross Over the High City” in the exhibition “Escadaria Residues,” curated by Ana Gabris.